10 Livros para Quem Maratonou A Leste do Éden

Os sete episódios de A Leste do Éden, série da Netflix criada e escrita por Zoe Kazan, estrearam juntos em 1º de outubro de 2026, e quem maratonou provavelmente terminou com vontade de continuar na mesma história. Florence Pugh vive Cathy Ames nessa adaptação do romance de John Steinbeck, publicado em 1952, que acompanha famílias, irmãos em conflito e a pergunta sobre o quanto cada pessoa escolhe o próprio caminho. Esta lista reúne dez livros para prolongar essa experiência: mais Steinbeck, a América de época, uma saga de família, mulheres difíceis de decifrar, dilemas morais e, para fechar, um clássico sobre irmãos em conflito.

Aqui o romance original fica de fora da numeração. Se você prefere ir direto à fonte, A leste do Éden, na tradução de Roberto Muggiati (Record, 686 páginas), é a leitura mais natural. Os dez títulos abaixo servem para quem quer ir além dele ou prefere, por enquanto, outras histórias com temas parecidos, algumas bem mais curtas que as quase setecentas páginas do original.

Cada livro responde a ao menos um dos caminhos que a série abre: saga de família, irmãos e pais e filhos em conflito, mulheres difíceis de decifrar no centro da trama, a América de época e a pergunta sobre bem, mal e livre-arbítrio. Os dados de editora e páginas correspondem a edições físicas brasileiras conferidas em 15/10/2026. Há um título por autor, com a exceção de Steinbeck, que abre a lista com dois livros de tamanhos bem diferentes. Entre as sagas de várias gerações, a lista traz um único título, Os Buddenbrook.

A ordem vai dos livros americanos aos europeus e deixa para o fim os dois mais longos. Começa com Steinbeck e a América de época (As vinhas da ira, Ratos e homens e O sol é para todos), e Amada e O grande Gatsby ampliam o retrato dos Estados Unidos. Na sequência, Rebecca e Madame Bovary assumem, cada uma à sua maneira, o papel de Cathy Ames, a mulher difícil de decifrar: em Rebecca ela domina a casa mesmo sem aparecer; em Madame Bovary está no centro da cena. Os Buddenbrook é a saga de família, e Anna Kariênina une uma mulher ambígua a família e terra. Os irmãos Karamázov fecha a lista como o desafio final, por ser o mais exigente. A posição não é um ranking de qualidade e não depende das notas do Skoob nem de comissão: são recomendações independentes, e você pode escolher qualquer uma, sem seguir a numeração.

Muitos dos livros são longos e pesados: cinco passam de 440 páginas, e só três têm até 350. Os resumos evitam revelar desfechos, mas os avisos de conteúdo, recolhidos por padrão, podem antecipar elementos da história. Ritmo, intensidade, faixa sugerida e avisos são orientações editoriais do Próxima Leitura, não classificações oficiais, e os avisos destacam temas relevantes sem pretender esgotar todos os temas sensíveis.

Nº 1

As vinhas da ira

John Steinbeck · Record

560 páginas

Ritmo: Lento e panorâmico, com capítulos intercalados de reflexão social · intensidade alta, sobretudo emocional e social

Skoob 4,5

Faixa sugerida: +16

Melhor para: Quem quer reencontrar Steinbeck em escala épica: uma família inteira em movimento, trabalho duro e a Califórnia rural.

Em plena Grande Depressão, a seca expulsa a família Joad de suas terras em Oklahoma e a empurra para a Califórnia, onde tenta sobreviver como mão de obra nas plantações do interior do estado. É o livro mais próximo da série por reunir o mesmo autor, a Califórnia rural e uma família cujo destino depende de escolhas morais sob pressão. A leitura é longa, com capítulos de reflexão social entre as cenas da família; por isso o próximo título da lista é bem mais curto.

Talvez não seja para você se: você não quer atravessar 560 páginas de pobreza e perdas ou prefere um enredo de ritmo ágil.

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Pobreza extrema, fome e exploração de trabalhadores migrantes. Mortes de familiares, bebê natimorto e mortes violentas. Cena final de forte impacto envolvendo amamentação e fome.

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Nº 2

Ratos e homens

John Steinbeck · L&PM (Pocket)

144 páginas

Ritmo: Breve e direto, em poucas cenas · intensidade alta, sobretudo emocional

Skoob 4,3

Faixa sugerida: +16

Melhor para: Quem prefere Steinbeck em poucas horas de leitura, com amizade e sonhos frustrados no campo californiano.

Durante a Grande Depressão, George e Lennie trabalham em fazendas da Califórnia: um é franzino e astuto, o outro é enorme e tem inteligência de criança. Os dois sonham em ter um pedaço de terra, mas situações de risco ameaçam o plano. É a porta de entrada curta para quem saiu da série sem vontade de começar com centenas de páginas, com o mesmo autor e o campo californiano em formato enxuto. A história é breve, mas o desfecho pesa mais do que o tamanho sugere.

Talvez não seja para você se: você espera uma saga longa ou prefere desfechos esperançosos.

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Morte violenta, incluindo a de uma mulher, e morte de personagem causada por quem o ama no desfecho. Racismo, ameaça de linchamento e linguagem considerada ofensiva. Morte de animais, incluindo um cão sacrificado, e personagem com deficiência intelectual alvo de agressão.

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Nº 3

O sol é para todos

Harper Lee · José Olympio

350 páginas

Ritmo: Gradual no início, mais tenso no julgamento · intensidade moderada a alta

Skoob 4,5

Faixa sugerida: +14

Melhor para: Quem quer um drama americano de época, com perspectiva infantil, dilema moral e justiça.

No Alabama dos anos 1930, a menina Scout narra o período em que o pai, o advogado Atticus Finch, defende na pequena Maycomb um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca. Não é saga nem história de rivalidade entre irmãos, mas segue o eixo da América de época e das escolhas morais difíceis, com a relação entre pai e filhos no centro. Em 350 páginas, é mais acessível que os clássicos longos da lista, e a tensão cresce aos poucos até o julgamento.

Talvez não seja para você se: você não quer ler sobre racismo explícito ou prefere um enredo sem tribunal e sem debate moral.

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Racismo, violência racial e linguagem racista (inclusive termo ofensivo). Acusação de estupro, tentativa de linchamento e morte de um homem negro. Agressão violenta contra crianças, morte a faca e referências a abuso.

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Nº 4

Amada

Toni Morrison · Companhia das Letras

368 páginas

Ritmo: Lento e não linear · intensidade muito alta, sobretudo emocional

Skoob 4,4

Faixa sugerida: +18

Melhor para: Quem aceita uma leitura dura e fragmentada sobre culpa, memória e o peso da escravidão sobre uma família.

Em 1873, num país que ainda lida com as feridas da escravidão recém-abolida, Sethe, que fugiu do cativeiro, vive em Cincinnati e continua marcada pelos traumas do passado. O livro amplia a América de época pelo lado da herança e da culpa que uma família carrega, temas que também aparecem entre os caminhos da série. O tom é bem mais sombrio que o da maior parte da lista, e a forma pouco convencional pede paciência. Com 368 páginas, é compacto perto dos clássicos mais longos da lista, mas de carga emocional muito alta.

Talvez não seja para você se: você prefere uma narrativa linear e realista ou não quer encarar conteúdo traumático sobre escravidão.

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Escravidão, violência racial e traumas do passado escravizado. Infanticídio e morte de criança. Violência sexual e abuso, com referências a zoofilia.

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Nº 5

O grande Gatsby

F. Scott Fitzgerald · José Olympio

224 páginas

Ritmo: Breve e elegante, de leitura rápida · intensidade moderada

Skoob 4,0

Faixa sugerida: +14

Melhor para: Quem quer um clássico americano curto e elegante, com glamour e a tragédia do sonho americano.

Nos Estados Unidos dos anos 1920, o narrador Nick Carraway acompanha o misterioso milionário Jay Gatsby, que oferece festas luxuosas movido pela esperança de reconquistar Daisy Buchanan. É o elo mais indireto da lista com a série: entra pela América de época e pelo retrato de um sonho que acaba corrompendo quem o persegue. Com 224 páginas, funciona como respiro de leitura antes dos clássicos europeus que vêm a seguir.

Talvez não seja para você se: você espera uma saga familiar, muita ação ou personagens simpáticos.

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Violência doméstica contra uma mulher. Morte por atropelamento, assassinato e suicídio. Infidelidade, bebida em excesso, contrabando de álcool e falas racistas e antissemitas de personagens.

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Nº 6

Rebecca

Daphne du Maurier · DarkSide Books (selo DarkLove Classics)

448 páginas

Ritmo: Lento no início, com tensão crescente · intensidade leve a moderada, sobretudo psicológica

Skoob 4,0

Faixa sugerida: +14

Melhor para: Quem quer uma mulher difícil de decifrar no centro da trama, mesmo que só pela ausência, com atmosfera gótica, segredos de família e uma casa que pesa como herança.

Em Monte Carlo, uma jovem sem nome, dama de companhia de uma mulher rica, casa-se às pressas com o viúvo Maxim de Winter. Ao chegar à mansão Manderley, ela descobre que a lembrança da primeira esposa, Rebecca, e a devoção da governanta, a sra. Danvers, dominam a casa, e que o passado de Rebecca esconde um segredo. É a leitura da lista que mais se aproxima do papel de Cathy Ames: Rebecca nunca aparece em cena e só a conhecemos pelo que os outros contam dela, o que a torna ainda mais difícil de decifrar. O começo é lento, mas a tensão cresce, e com 448 páginas é uma porta de entrada mais acessível para o bloco europeu da lista.

Talvez não seja para você se: você espera que a mulher difícil seja a protagonista em cena, já que Rebecca é vista pelos olhos dos outros, ou não quer um começo lento e uma narradora insegura.

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Assédio moral e manipulação psicológica, com instigação ao suicídio, sem consumação. Morte violenta, segredos de família e chantagem. Adultério, casamento rápido com grande diferença de idade e marido frio e controlador; doença grave, naufrágio e incêndio.

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Nº 7

Os Buddenbrook

Thomas Mann · Companhia das Letras

712 páginas

Ritmo: Lento e detalhista, de crônica familiar · intensidade moderada, sobretudo emocional

Skoob 4,4

Faixa sugerida: +16

Melhor para: Quem quer a saga de uma família ao longo de gerações, com herança, negócio e declínio, em ritmo de crônica.

Em 1835, os Buddenbrook, prósperos comerciantes de uma cidade hanseática do norte da Alemanha, inauguram uma nova casa. O romance acompanha quatro gerações, com casamentos arranjados, lutas pelo comando da firma e a lenta perda do dinheiro e do prestígio. É a única saga de várias gerações da lista e, como a série, acompanha uma família com tensão entre irmãos, mas num cenário bem diferente. Com 712 páginas e ritmo de crônica, pede fôlego e paciência.

Talvez não seja para você se: você não quer 712 páginas de ritmo lento e poucas cenas de ação ou prefere um protagonista único.

Ver avisos de conteúdo (pode revelar partes da história)

Assédio e tentativas de beijo forçado em episódios breves. Pressão da família para um casamento arranjado e casamentos infelizes. Mortes por doença, inclusive de um adolescente, morte de uma recém-nascida e mortes de pais. Internação psiquiátrica, falência de um marido, liquidação da firma e bullying escolar contra um menino frágil.

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Nº 8

Madame Bovary

Gustave Flaubert · Martin Claret

398 páginas

Ritmo: Moderado e detalhista, com prosa trabalhada · intensidade moderada, alta no desfecho

Skoob 3,9

Faixa sugerida: +16

Melhor para: Quem quer uma mulher ambígua no centro da cena, difícil de absolver e de condenar, num clássico mais curto que a maioria dos europeus da lista.

Emma, filha de um fazendeiro e educada em convento, casa-se com o médico Charles Bovary e, entediada pela vida de província, procura romance e luxo fora do casamento. Os amantes, as compras a crédito e as dívidas a empurram para um desfecho trágico. Como Rebecca, retoma o papel de Cathy Ames, mas aqui a mulher ambígua é a protagonista e está em cena do começo ao fim. Com 398 páginas, é mais curto que Os Buddenbrook e Anna Kariênina, que o cercam na lista.

Talvez não seja para você se: você quer uma protagonista simpática ou um enredo de ação, ou não quer adultério, dívidas e um desfecho cruel.

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Suicídio por envenenamento, descrito como morte agonizante. Adultério repetido, dívidas e execução de bens; proposta de favores sexuais a Emma em troca de ajuda. Manipulação emocional de um jovem apaixonado para obter acesso a um veneno. Cirurgia malsucedida com amputação; a filha fica órfã e vai trabalhar em uma fábrica.

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Nº 9

Anna Kariênina

Liev Tolstói · Companhia das Letras

808 páginas

Ritmo: Moderado, com trechos longos de reflexão · intensidade alta no arco de Anna

Skoob 4,5

Faixa sugerida: +16

Melhor para: Quem quer uma mulher ambígua no centro e, em paralelo, família, terra e fé, em um romance longo e imersivo.

Na Rússia czarista, a aristocrata casada Anna Kariênina inicia um caso com o conde Vronski, e a relação a isola da sociedade. Em paralelo, o proprietário rural Lévin tenta se casar com Kitty e encontrar sentido na terra e na fé. O livro retoma o papel de Cathy Ames pela mulher ambígua no centro e acrescenta família e terra pelo fio de Lévin, mas não é uma saga de gerações. Com 808 páginas, é o mais longo antes de Os irmãos Karamázov, e por isso vem logo antes dele.

Talvez não seja para você se: você não quer 808 páginas nem um drama de adultério com desfecho trágico, ou tem pouca paciência com debates sobre terra e política.

Ver avisos de conteúdo (pode revelar partes da história)

Suicídio sob um trem; tentativa de suicídio e pensamentos suicidas de outros personagens. Dependência de morfina e deterioração psicológica; separação entre mãe e filho pequeno. Infidelidade, parto longo e difícil, morte de um funcionário da ferrovia e de um cavalo, e morte por doença. Grande diferença de idade entre um pretendente e a jovem que ele pede em casamento.

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Nº 10

Os irmãos Karamázov

Fiódor Dostoiévski · Editora 34

1040 páginas

Ritmo: Lento e filosófico, com diálogos longos e trama policial · intensidade alta, sobretudo moral e psicológica

Skoob 4,6

Faixa sugerida: +16

Melhor para: Quem quer irmãos em disputa, culpa e livre-arbítrio em escala monumental.

O devasso Fiódor Karamázov e seus três filhos, Dmitri, Ivan e Aliócha, entram em conflito numa trama ao mesmo tempo filosófica e policial sobre pai, herança e a alma humana. Se o que mais chamou a sua atenção foi a rivalidade entre irmãos e a pergunta sobre escolha moral, este é o ápice desse eixo, e por isso fecha a lista. É também o mais exigente: são dois volumes, na tradução direta do russo de Paulo Bezerra, com debates filosóficos longos. Pense nele como o desafio final, não como porta de entrada.

Talvez não seja para você se: você quer uma leitura rápida ou tem pouca paciência para longas discussões sobre fé e filosofia no meio da trama.

Ver avisos de conteúdo (pode revelar partes da história)

Parricídio e violência entre pai e filhos. Suicídio e morte de criança doente. Debate sobre o sofrimento de crianças e sobre a fé, com passagens antissemitas.

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Qual leitura combina com você?

Se o que você quer é mais Steinbeck, comece por Ratos e homens caso prefira uma leitura de poucas horas, ou por As vinhas da ira se aceita uma jornada longa pela Califórnia. Para continuar na América de época com um dilema moral, escolha O sol é para todos; Amada aprofunda esse caminho com um tom bem mais sombrio, e O grande Gatsby oferece um retrato breve dos anos 1920 e do sonho americano. Quem ficou mais interessado em Cathy Ames pode começar por Rebecca, em que a primeira esposa domina a casa mesmo sem aparecer, ou por Madame Bovary, com uma mulher ambígua no centro da cena.

Se o que você procura é uma saga de família, Os Buddenbrook é o único livro da lista nesse formato, com quatro gerações, uma firma como herança e o declínio. Anna Kariênina junta a mulher ambígua a família e terra, mas pede fôlego: são 808 páginas. Para ir à raiz da rivalidade entre irmãos e da pergunta sobre escolhas morais, reserve fôlego para Os irmãos Karamázov. Se quiser equilibrar a densidade, alterne leituras curtas (Ratos e homens, O grande Gatsby, O sol é para todos) com as longas, e use ritmo, intensidade e avisos de cada card antes de decidir: um livro curto também pode ser emocionalmente pesado.

Se preferir voltar à fonte, o romance A leste do Éden, de John Steinbeck, na tradução de Roberto Muggiati (Record, 686 páginas), é a leitura natural para quem quer ver a história de que a série partiu. Para outras listas, veja as demais recomendações da categoria Romance do Próxima Leitura.

A nota do Skoob se refere à obra e costuma se repetir nas diferentes edições cadastradas, funcionando como referência de avaliação dos leitores, não como nota exclusiva da edição indicada. Os dados de editora e páginas dos cards correspondem às edições físicas brasileiras selecionadas.

Notas do Skoob consultadas em 15/10/2026 e sujeitas a alterações.

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